" Além de receber poucos, colocam suas vidas em riscos. E o que ganha não dar muitas das vezes para sustentar suas famílias . "
Segundo o presidente do Sindmaap-DF, não há como saber se toda a categoria está participando da mobilização
A paralisação dos motoristas de aplicativos ocorre, neste domingo (15/11), em todo o território nacional. A categoria queixa-se da redução dos repasses por parte das empresas desde que novos serviços mais baratos começaram a ser oferecidos. O movimento acontece no dia das eleições municipais, com a premissa de chamar a atenção a uma data de muita demanda em todo o país.
Segundo o presidente do Sindicato dos Motoristas Autônomos de Transportes Privado Individual por Aplicativos no Distrito Federal (Sindmaap-DF), Marcelo Chaves, boa parte dos profissionais está em casa, sem trabalhar. “Estamos todos paralisados, mas não há como ter o controle de quantos estão participando e quantos estão rodando por aqui”, explica.
A motivação da mobilização é o prejuízo causado pela redução dos repasses dos aplicativos. De acordo com Marcelo, as plataformas fizeram uma alteração, que diminuiu o repasse de 20% a 30%. Ele afirma que tal mudança foi feita sem nenhum tipo de acordo com a categoria.
O motorista Lucas Mendes, 27, contou à reportagem que aderiu ao movimento após ter uma redução significativa nos ganhos das corridas. “O meu custo médio é de R$ 0,80 por quilômetro rodado. Com a redução, o repasse está sendo, em média, R$ 1 por km rodado. Eu estou, praticamente, pagando para trabalhar”, lamentou. Ele ressaltou que muitos colegas estão desistindo da profissão. “Ficou difícil lucrar bem, é um dinheiro muito suado e que, às vezes, nem vale a pena. Conheço pessoas que pararam de trabalhar como motoristas por falta de retorno”, finalizou.
Mesmo com tais mudanças, ainda é possível pedir os carros por aplicativo neste domingo. O Metrópoles apurou que, nas plataformas que funcionam no Distrito Federal, é possível conseguir motoristas sem muito esforço.

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